CONFERÊNCIA DO CLIMA PARIS ( CPO 21), EM 2015


A informação é de Andrei Netto e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 28-09-2013.

Fonte : Revista Época.com

Tão logo o relatório foi divulgado, governos de diferentes países - mesmo os que até aqui travam um acordo climático - saudaram o empenho do IPCC em aprofundar seus conhecimentos sobre o aquecimento global. Em Washington, o secretário de Estado americano, John Kerry, reconheceu que a comunidade internacional está em dívida. "Se há um tema que reclama mais cooperação e engajamento diplomático, é este", reconheceu.

Em Londres, David Cameron foi na mesma linha, enquanto em Paris o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, disse que a França está "mobilizada para construir um pacto mundial sobre o clima em 2015". O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ignorou as conferências do clima de Varsóvia, em novembro, e de Lima, em 2014, e apelou pela realização de uma conferência extraordinária em Nova York em setembro de 2014, na qual seriam definidas as bases do acordo climático a ser selado em Paris dentro de dois anos. "Este novo relatório será essencial para os governos que trabalham para a realização de um acordo ambicioso sobre as mudanças climáticas em 2015", afirmou.
Revista Época.com

De Nairobi, no Quênia, Achim Steiner, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep), advertiu que o relatório do IPCC traz uma mensagem inequívoca que não pode ser ignorada. "Não se trata de ideologia, nem de interesses pessoais, mas do interesse coletivo", frisou.

Do lado de fora do centro em que o IPCC se reunia, um grupo de militantes de ONGs protestou em frente às câmeras, reivindicando que os líderes mundiais se mobilizem e revertam o fracasso da Conferência do Clima de Copenhague (COP15), em 2009. "Governos deveriam aprender com os erros da crise financeira global e ouvir os experts antes que seja tarde demais", afirmou Tom Gore, da Oxfam.

Fonte : Instituto Humanitas Unisinos

Paris: Desafio da CPO-21 agora é tirar as propostas do papel

Conferência segue até o próximo fim de semana


A Conferência do Clima (COP-21) que ocorre em Paris até o próximo final de semana, tem vários desafios além os de conciliar os interesses das diversas nações presentes. Um dos mais importantes é tirar o debate do espectro meramente ambiental e comprovar que esta é uma questão de desenvolvimento econômico.

Essa visão sobre o clima vem sendo construída lentamente, mas várias iniciativas já se inserem nas atividades do mercado financeiro. Um exemplo é a atitude da agência de classificação de risco Standard & Poor's, que reconhece e considera o risco ambiental na elaboração dos ratings de companhias. Recentemente, a agência rebaixou a nota da Volkswagen após o escândalo da manipulação do software dos carros movidos a combustível fóssil. O mesmo ocorreu com a Samarco, após o acidente em Mariana (MG).

Ao mesmo tempo, organismos internacionais de fomento, como Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estão orientados a priorizar investimentos e incentivar projetos de baixo carbono. Em outra frente, 101 grandes fundos globais, como o soberano norueguês, são signatários do acordo Montréal Carbon Pledge, que recomenda encontrar ativos financeiros com baixo risco ambiental.

No Brasil, o Banco Central possui uma norma que exige que as instituições financeiras tenham uma política e governança sobre risco ambiental e grandes gestoras de investimento estão fazendo o valuation dos ativos em que investem considerando os riscos ambientais, sociais e de governança (ASG). Além disso, há a criação e desenvolvimento de ativos diretamente associados a preocupações ambientais, como os créditos de carbono - que permitem a comercialização de cotas de emissões de gases de efeito estufa - e os "green bonds", títulos de renda fixa atrelados a projetos voltados à questão ambiental. Uma das iniciativas mais conhecidas e antigas do mercado financeiro nacional que consideram a preocupação ambiental é o Índice de Sustentabilidade Empresarial, criado pela Bolsa há dez anos.

fonte: Estadão Conteudo

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