23 DE AGOSTO - DIA INTERNACIONAL DE LEMBRANÇA DO TRÁFICO DE ESCRAVOS E SUA ABOLIÇÃO

23 de agosto é o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e de sua Abolição.
"O espírito deste Dia, estabelecido em 1997 por iniciativa da UNESCO, ...é coerente com o objetivo da Década de promover o conhecimento e o respeito à contribuição dos afrodescendentes para a diversidade cultural e o desenvolvimento das sociedades." Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO. http://bit.ly/1LsQsaL

18.08.2015 - UNESCO Office in Brasilia

Messagem para o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e de sua Abolição

Mensagem da diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, por ocasião do Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e de sua Abolição, 23 de agosto de 2015

O Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e de sua Abolição é tanto uma homenagem a todas as vítimas e à sua resistência à escravidão como um chamado à verdade, à justiça e ao diálogo entre os povos. A história do comércio de escravo é a de uma batalha e, finalmente, uma vitória, pela liberdade e pelos direitos humanos, o que é simbolizado pela revolta de escravos em Santo Domingo, que ocorreu na noite de 22 para 23 de agosto de 1791. Neste ano, essa mensagem é de importância particular, uma vez que 2015 marca o início da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024).
O espírito deste Dia, estabelecido em 1997 por iniciativa da UNESCO, é coerente com o objetivo da Década de promover o conhecimento e o respeito à contribuição dos afrodescendentes para a diversidade cultural e o desenvolvimento das sociedades. O crime a escravidão formou vínculos irreversíveis entre povos e continentes, e lembra a todos os povos do mundo que seus destinos são interligados, pois suas histórias e identidades foram parcialmente formadas através dos mares, às vezes mesmo em outros continentes. Ao se ensinar, comunicar e transmitir essa história, podemos agora fortalecer os direitos e a dignidade dos afrodescendentes e, juntos, combater todas as formas de racismo e discriminação.
Por meio do seu Projeto Rota do Escravo e da História Geral da África, a UNESCO se empenha em revelar a realidade da escravidão e do tráfico de escravos para nos ajudar a aprender com esse capítulo da história. Por 20 anos, o Projeto Rota do Escravo tem estimulado a pesquisa e tem encorajado a implementação de ferramentas educacionais em escolas, a proteção de sítios memoriais e, ainda, o reconhecimento oficial pelas Nações Unidas, em 2001, da escravidão como um crime contra a humanidade. O compromisso da UNESCO também é materializado na organização da competição internacional para o desenho do Memorial Permanente em Homenagem às Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos, que foi inaugurado este ano na Sede das Nações Unidas. 
Colocada frente aos perigos permanentes do racismo e do extremismo, a UNESCO toma ações para garantir que a memória e a história sejam forças para o diálogo, a tolerância e o entendimento mútuo. Por meio da promoção da diversidade inerente às nações, bem como da experiência da escravidão e do tráfico de escravos, nós podemos entender melhor a diversidade que existe no mundo e encontrar um caminho para a paz.
Fonte:http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/

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