JARDIM VERTICAL : PAREDES VIVAS,COMO SOLUÇÃO PARA OS TEMPOS MODERNOS

 (Foto: Edu Castello)

Paredes vivas

Medidas diminutas ou áreas já mobiliadas não são desculpas para abrir mão das plantas. Nesses casos, vale criar jardins verticais ou composições com vasos – o resultado é surpreendente.


 (Foto: Edu Castello)
Proteção verde
Sair de uma casa com quintal generoso e ir para um apartamento é uma troca difícil. A segurança de morar em prédio e a vista privilegiada para um parque compensaram a mudança, mas a moradora ainda sentia falta de um contato direto com as plantas. Ela queria trazer o máximo de verde possível para a varanda de 15 m², mas sem comprometer a utilização do espaço. A solução dos arquitetos paisagistas Luiz Felipe e Luiz Gustavo Camargo Gomez, da Folha Paisagismo, foi criar um jardim vertical sobreposto ao guarda-corpo. “O espaço recebe bastante luz indireta, por isso escolhemos samambaias e antúrios”, explica Luiz Felipe. A dupla usou vasos plásticos com pontos de irrigação automática presos a uma tela metálica. Para dar acabamento, instalaram tábuas de peroba, que servem de moldura para a estrutura e também fazem as vezes de aparador.  
 
 (Foto: Edu Castello)
Natureza em quadro
Estreito, este espaço situado entre dois ambientes era inutilizado pelos moradores. Para aproveitar a área e valorizar a vista de quem está na sala, a arquiteta paisagista Catê Poli sugeriu revestir a parede com tijolinhos ingleses da Palimanan e criar um quadro verde de 2,40 x 2,40 m. Os vasos de plástico com samambaias, trapoeraba, hera-estrela, aspargo-pendente, filodendro-xanadu, véu-de-noiva, barba-de-serpente e chifre-de-veado foram dispostos de forma aleatória na malha de metal que sustenta a estrutura. “Gosto dessa mistura de espécies, deixa o jardim vertical mais interessante”, conta ela. À esq., vaso com pata-de-elefante. Próximos aos janelões, bambus-mossô com moreias na base. Arandela da Lumini.
 (Foto: Edu Castello)
Paleta NaturalCansada do quintal estreito e sem graça, a dona desta casa contratou os paisagistas Cris Costa e Giba Mesquita para deixar o espaço mais bonito e convidativo. “Ela queria algo elegante e prático, que demandasse pouca manutenção”, conta Cris. A sugestão da dupla foi aproveitar o muro dos fundos e criar uma parede verde de 8 x 2,40 m com ripsális, clorofitos, lambari-roxo, dinheiro-em-penca e antúrios. “Criamos uma composição com folhagens em diferentes tons e formatos para dar uma sensação de movimento”, diz Giba. Para montar a estrutura, eles usaram a técnica de Ecoparede, da marca Ecotelhado, em que cachepôs com pontos de irrigação são presos a perfis metálicos. Na parte mais baixa do muro, pintada de azul, vasos de barro com bromélias.  
 (Foto: Edu Castello)
Bom de Ficar
O piso de granito original do prédio deixava a varanda fria e impessoal. “A moradora queria que o local ficasse aconchegante, onde ela pudesse relaxar e ler um livro cercada de plantas”, conta o paisagista Odilon Claro, da Anni Verdi. O primeiro passo foi revestir o piso e a parede lateral com madeira de demolição. Ali, Odilon criou uma composição com caixas de aço galvanizado e vasos de cerâmica recheados de samambaias e peperômias. Logo abaixo, dois vasos maiores com antúrios e outro, próximo à janela, com pata-de-elefante. Para evitar respingos de água na madeira devido às regas, o paisagista criou um recorte no piso e o preencheu com seixos de rio. “Além disso, dá uma textura legal para o espaço”, acrescenta o profissional. Banco, vasos e lanternas da Anni Verdi.

Soluções para muros no jardim

Difíceis de passarem despercebidas no jardim, estas enormes barreiras visuais podem brilhar com soluções, em geral, práticas. O que era um mico pode virar um curinga. A seguir, 10 ideias


  (Foto: Lilian Knobel)
Paredão extra
Branco e extenso o bastante para virar um obstáculo no projeto assinado pelo paisagista Leo Laniado, o muro que separa o jardim da calçada da rua foi camuflado por outro menor. Com 9,15 x 2,60 m, a nova construção foi revestida de pedras madeira sobrepostas. Além de esconder a entrada para o vestiário, localizado atrás dele, o muro funciona como uma fonte. A água sai por três torneiras antigas, instaladas em rosetas estrategicamente alinhadas sobre a pedra, e cai na piscina. Seu topo também serve de base para uma pérgula, por onde crescem ipomeia (1) e ipomeia-rubra (2). Entre ele e a piscina, papiro (3) e azulzinha (4).

  (Foto: Lilian Knobel)

Fonte infinita

Samambaias (1), ripsális (2), columeias (3) e peperômias (4), todas pendentes, parecem cair como água pelo muro de 13 x 4 m. Não bastasse esse efeito, visto de longe, é como se o jardim não tivesse fim. “As espécies de meia-sombra foram inseridas em uma estrutura metálica com jardineiras removíveis para facilitar a conservação”, explica a paisagista Claudia Diamant. A solução inteligente permite ainda que a moradora faça substituições no painel verde quando desejar, sem a necessidade da ajuda de um profissional.

 

  (Foto: Edu Castello)
Biombo natural
Em um terreno íngreme, difícil, o paisagista Sérgio Santana conseguiu incluir tudo o que os moradores queriam, a começar pelo spa com jeitinho de piscina natural. Mesmo com área de sobra para ficar, o cantinho de relaxamento foi parar do lado do muro de 2,50 m de altura, tudo por privacidade. Nele, vasos de fibra de coco com ripsális (1), bromélia-candelabro (2), bromélia (3) e aspargo (4) criam uma paisagem homogênea, que sofre somente a interferência do chuveirão, revestido de pastilhas azuis, as mesmas empregadas na piscina. E repare. O melhor é que a vegetação ainda tem o poder de refrescar a área de seu entorno.

  (Foto: Edu Castello)
Por cima e por baixo
Quando a paisagista Susana Bandeira, da Maria Flor Paisagismo, se deparou com o muro de 5 m de altura, logo na entrada da casa, não viu outra saída a não ser revesti-lo de plantas. Em vez de optar por uma trepadeira como a unha-de-gato e a falsa-vinha, que grudam na alvenaria, ela preferiu investir em texturas de folhas e cores de flor. Mesmo sendo plantada no chão, a ipomeia-rubra (1) foi conduzida para o topo do muro, de forma que despenque com suas flores. Já a arbustiva clúsia (2) segue crescendo para o alto, assim como o lírio-da-paz (3), que deve atingir, no máximo, 70 cm. “Essas espécies sobrevivem às condições de meia-sombra e não exigem grandes manutenções”, explica a paisagista.

  (Foto: Edu Castello)

Ora pedra, ora parede

Pedras-moledo dão um ar natural ao muro de 4,50 x 2,60 m. O projeto do arquiteto Renato Tavolaro recebeu plantas tropicais, que não precisam de podas regulares: chifres-de-veado (1), ripsális (2) e samambaias (3). “O meu objetivo era reproduzir a diversidade encontrada nas grandes florestas brasileiras”, conta o engenheiro agrônomo Rodrigo Oliveira. Cultivadas no xaxim – hoje, a venda do material é proibida, mas o mesmo efeito pode ser obtido com fibra de coco –, as espécies gostam de umidade e, por isso, necessitam de regas diárias para se desenvolver.

 

  (Foto: Lilian Knobel)


Pintura indiscreta

Se não fosse pelo muro rosa com 2,20 m de altura, este pequeno jardim entre a cozinha e a área de serviço passaria despercebido aos olhares mais desatentos. A cor (ref. P109, Suvinil), escolhida pela arquiteta e paisagista Patrícia Giorno, da Coltivare, deu o destaque merecido às plantas, timidamente colocadas em uma jardineira: murtas (1) e jabuticabeira (2). Para contrastar com o piso de pedriscos, a forração de grama-amendoim (3) tende a ganhar vigor e rechear o canteiro, cobrindo até mesmo o pequeno patamar que contém a terra.

 

  (Foto: Edu Castello)
Fundo em destaque
Na casa projetada pela arquiteta Vanessa Féres, o muro de tijolo aparente visto da sala realça as espécies. O paredão de 5 m, criado pela Grama & Flor, é mais alto do que o restante do muro e recebeu samambaias (1), dispostas em L, como uma moldura para a quina do terreno. Os vasos ficam presos a estruturas de ferro com irrigação automática. Fórmio (2) e tumbérgia-azul-arbustiva (3) tomam conta da base da parede e, no centro, a palmeira-fênix (4) fica protegida do vaivém dos moradores por um banco de madeira de demolição.

  (Foto: Divulgação)
Patamares floridos
O terreno em declive poderia atrapalhar os planos da paisagista Jeane Calderan, da Calux Jardins, mas o inverso aconteceu. No lugar de uma enorme parede chapada, a profissional investiu em um muro de arrimo dividido em patamares crescentes de 1,5 m, 3,5 m e 6 m de altura. “O meu desejo era quebrar a rigidez do revestimento de pedra madeira”, conta. Cada nível tem, em média, 2 m de espessura, o necessário para cultivar arbustos e árvores de pequeno porte. Espécies rasteiras como a moreia (1) e o fórmio (2) foram plantadas diretamente no solo. Ao longo do muro, há capim-chorão (3), hera (4), rododendro (5) e azaleia-arbustiva (6).
 

  (Foto: Edu Castello)
Colmeias de plantas
Inúmeros blocos de concreto forram o muro de 6 x 2,70 m neste projeto assinado pela arquiteta Regina Adorno. Para suavizar a grande extensão de parede com concreto, uma faixa de tijolo aparente delimita a área da piscina. Os vários nichos cinza acomodam espécies de fácil manejo e de pleno sol, entre elas, ripsális (1) e trapoerabas-roxas (2). No telhado da construção adicional, os mesmos blocos – agora inseridos na horizontal – são utilizados como jardineiras, com aspargos (3).

  (Foto: Edu Castello)
(Foto: Edu Castello)
  

Jardins limítrofes

Para aproveitar o quintal de todas as maneiras, sem abrir mão das plantas, a solução é explorar a área rente ao muro. Inspire-se nestes cinco projetos com canteiros, jardineiras e paredes verdes.

O porcelanato Ecowood, da Portobello, reveste o piso. As trepadeiras lágrima-de-cristo (1), ipomeia-rubra (2), roseira-trepadeira (3) e falsa-vinha (4) revestem as paredes. Nas bordas do terreno, pedriscos drenam a água das jardineiras de aço, da Firgal,  (Foto: Edu Castello)
Muros verdejantes
A piscina ocupa quase todo o quintal desta casa no Morumbi, em São Paulo, mas a moradora fazia questão de ter muitas plantas. Para não atrapalhar a circulação, o paisagista Silvio Sanchez, da Grama e Flor, optou pela ocupação vertical. Os muros foram tomados por trepadeiras de crescimento rápido, tutoradas por mãos-francesas. “A falsa-vinha reveste toda a área e tem a função de unir as trepadeiras, formando o colchão verde no fundo”, explica Silvio. Na parede lateral, uma treliça de ferro organiza a coleção de orquídeas da moradora. Logo abaixo, nas jardineiras de aço, capuchinha, pimentas, alecrim e hortelã formam uma pequena horta. Próximo à entrada da sala, uma instalação com samambaia, lanterna-chinesa e columeia prolonga o jardim.
Vaso com primavera (8). Atrás, couve (9) e alface (10).  Mesa, lanternas e poltrona da Galeria Olindo. Gaiola, da Dom Mascate. Vasinhos, da Anni Verdi. Almofada, da Espaço Til. Ao lado, detalhe do espelho d’água (Foto: Edu Castello)
Horta elevada
A moradora desta casa geminada em Cotia, na Grande São Paulo, desejava ter uma horta, mas não queria perder muito espaço do quintal. Além da metragem reduzida, a presença dos cachorros era outro impedimento. “Propus uma horta elevada, com 75 cm de altura e 33 cm de profundidade. Assim, o espaço ficou livre para as crianças brincarem e as espécies ficam protegidas dos cachorros”, conta a paisagista Gisela Pedroso. A estrutura em forma de “U”, feita de alvenaria e revestida de cumaru, abriga alface, almeirão, couve, salsinha, alecrim, cebolinha, manjericão, boldo e hortelã. No fundo, um espelho d’água refresca o espaço, que foi coberto com vidro para ficar protegido das chuvas.
A horta elevada facilita o manuseio das hortaliças e as protege dos cachorros. No lado esq., boldo (1) e hortelã (2). Nos vasos, gardênias (3) e fênix (4). A estrutura de alvenaria é revestida de cumaru. As pastilhas do espelho d’água e o porcelanato do p (Foto: Edu Castello)

A parede próxima à churrasqueira recebeu o jardim vertical com peperômias (1) e samambaias (2). Na sequência, jardineiras com falso-íris (3), jabuticabeira  (4) e grama-amendoim (5) (Foto: Edu Castello)
Jardim na lateral
Por estar próximo à churrasqueira, o espaço lateral desta casa na Vila Mariana, em São Paulo, era bastante utilizado pelos moradores, mas faltava charme ao local. Para quebrar a linearidade da parede, a arquiteta paisagista Greice Peralta, em parceria com o Shopping Garden, criou uma sequência de jardineiras de alvenaria em diferentes alturas e profundidades que vão de encontro a uma pérgola. Nelas, a arquiteta plantou espécies tropicais, que resistem bem aos ventos e ao sol constante na área. Para dar privacidade, orquídeas-bambu foram plantadas na fachada. Na outra extremidade, Greice projetou um jardim vertical.
A pérgola com o jasmim-dos-poetas (6) e, em primeiro plano, à esq., helicônias (7) seguidas de xanadu (8), palmeira-fênix (9) e orquídeas-bambu (10). No vaso de barro, à dir., dasilirium (11). Almofadas, da Tamtum (Foto: Edu Castello)
Detalhe da forração de evólvulos-brancos (1) caindo  sobre o espelho d’água (Foto: Edu Castello)
Escalada na cobertura
As arquitetas paisagistas Leslie Mardegan e Juliana Kallas, da K+M Arquitetura Paisagística, aproveitaram o formato irregular da cobertura no apartamento do Alto da Lapa, em São Paulo, e criaram um agrupamento de jardineiras de alvenaria, com 60 cm de altura. “Os moradores não queriam mexer na impermeabilização do piso. Como precisávamos de altura para plantar, optamos pelas jardineiras suspensas com acabamento em fulget”, diz Leslie. Nelas se misturam espécies com flores brancas, como a moradora desejava. Ainda sobrou espaço para um espelho d’água no meio delas.
Vaso de aço galvanizado da Firgal com forração de xanadus (2) e uma frondosa jabuticabeira (3). Nas jardineiras, agapantos (4) e nandinas (5). Bandeja, da SaLa Design. Outros objetos, da L’Oeil (Foto: Edu Castello)


O acesso para o novo jardim tem escada e um  escorregador de cumaru para as crianças brincarem.  Nos degraus, pedras da Pedras Interlagos (Foto: Edu Castello)

Entrada renovada
O espaço junto à entrada desta casa no Itaim Bibi, em São Paulo, era praticamente inútil antes da intervenção das arquitetas paisagistas Heloísa Caparica e Fabíola Lieberg, da Cali Paisagismo. “Os moradores pediram ali uma extensão do living, mas também queriam a presença de plantas tropicais”, diz Heloísa. Para contemplar as duas solicitações, elas optaram por um piso de cimento queimado, com ladrilho hidráulico no centro e lajotas de barro nas bordas. Ao redor, criaram um canteiro em forma de “L”. De um lado, colocaram a estrutura de cruzetas com banco e vasos para duas dracenas. Do outro, ciclantos e bambus, com barba-de-serpente de forração.
O canteiro em “L” possui bambus (1), ciclantos (2), barba-de-serpente (3) e termina na estrutura de cruzetas: um banco fica entre vasos com dracenas (4). Na parede, bromélias na treliça, da Ferro em Estilo. O ladrilho hidráulico e as lajotas de barro são  (Foto: Edu Castello)

Respiros urbanos

Eles medem até 30 m². Mesmo não estando em áreas grandiosas, oferecem espaço para receber os amigos e para preencher com plantas. A seguir, cinco jardins que são pequenos oásis verdes para os seus moradores.


A unha-de-gato cobre o muro lateral. perto da mesa, mais pés de manjericão. apoiada na cadeira, tina de madeira com triális. Aos pés da jabuticabeira, forração de tapete inglês (Foto: Pedro Abude)
Mesa, bancada e ripado de madeira no chuveirão, da madeira da Terra. Sob a bancada, babosa, e à esq., manjericão (Foto: Pedro Abude)
Tudo a seu Tempo
A unha-de-gato, que tomou conta do muro lateral de 5 m de altura, era o único elemento verde no quintal de 20 m² desta casa de vila, no Jardim Paulistano, em São Paulo. Hoje, depois da interferência dos paisagistas Fabio Lorente e Izabel Possatto, da OjardiM, pés de manjericão, nectarina e limão siciliano crescem – e dão flores e frutos – nos recortes criados no piso de madeira de demolição. “Descascamos a parede lateral e pintamos com uma solução de cal e pó de terra diluído em água. Além disso, instalamos alguns espelhos para ampliar a visão do verde”, conta a dupla. Logo abaixo deles, uma bancada serve de apoio para a mesa, centralizada sob a sombra da jabuticabeira.
 XX (Foto: Pedro Abude)
XX (Foto: Pedro Abude)
Cortinas naturais
Apesar de ser uma extensão da sala, o jardim de 20 m² desta casa na Vila Nova Conceição, em São Paulo, era pouco usado pelos moradores. “Eles queriam curtir mais o ambiente. Nos pediram um espaço agradável para receber os convidados”, contam as paisagistas Juliana Kallas e Leslie Mardegan, da Kallas + Mardegan Arquitetura Paisagística. O fundo verde, recheado de palmeiras pinanga, esconde a caixa de energia e deixa a área do banco mais evidente. Logo à frente, alguns vasos desalinhados trazem ervas e temperos. O muro de tijolos, em frente à sala, foi parcialmente coberto pelo volume dos maciços de gengibre-azul, filodendro rubro e bambus-mossô.
 XX (Foto: Pedro Abude)
Poda a favor
Ter uma área de descanso e uma mesa para acomodar as visitas nos churrascos de fim de semana estava entre os desejos dos moradores desta casa no Alto de Pinheiros, em São Paulo. “Para incluir tudo em 30 m², escolhi espécies que aceitam bem a poda”, diz o paisagista Odilon Claro, da Anni Verdi. São elas: podocarpos, tumbérgia-azul-arbustiva, abélias e azaleias. As espécies contornam a área, sem tirar a visão central do gramado. Os revestimentos trazem diferentes texturas ao projeto. De um lado, seixos de arenito e cruzetas acomodam as duas espreguiçadeiras, para esticar os pés e ler. Do outro, o piso curvo de mosaico português foi usado para dar estabilidade à mesa, sob a sombra do ipê.
XX (Foto: Pedro Abude)
Como um abraço
Os proprietários desta casa na Vila Madalena, em São Paulo, já tinham instalado o deque de madeira no quintal de 16 m², porque queriam usar o espaço com os amigos e torná-lo uma extensão da cozinha. Mas sentiam falta de um clima de jardim. “Como o deque ocupa a maior parte da área, trabalhamos com as extremidades junto ao muro”, contam as paisagistas Claudia Diamant Camila Brito Paula. Entre as espécies eleitas, íris, jasmim-estrela, jabuticabeira e xanadu. Com pouco mais de seis meses de implantação, o jardim se desenvolve sem pressa. É bem provável que no próximo verão o verde vibre entre a colorida parede do chuveirão.
XX (Foto: Pedro Abude)
O carro da vez
casa de vila, no Itaim Bibi, em São Paulo, não tinha quintal. Como a moradora queria um jardim, abriu mão da garagem de 12 m² e chamou a paisagista Michelle Simoncello Boccalato, da Officina di Casa. “Criei um painel treliçado de madeira, de frente para a rua, que fecha o espaço e serve de tutor para a tumbérgia escalar”, explica Michelle. Para camuflar o piso original de cimento e dar uma sensação de jardim, a paisagista colocou pedriscos sobre uma manta de poliéster.
Na antiga garagem, não se veem o muro nem a abertura para a rua, graças à escalada da tumbérgia. Sobre o armário de gás, cactos-macarrão pendentes. Móveis da Tok & Stok. 

Paredes sutilmente verdes

Cobrir muros com plantas, além de caro, exige manutenção demasiada. Em vez de um jardim vertical, você pode reunir vasos, pendurar plantas em painéis e usar estruturas de madeira para dar vazão a diferentes ideias.


 Em alturas diferentes, as caixas de cumaru distribuem-se ao longo da parede com, da esq. para a dir., maranta, avenca, columeia, mais maranta e renda-portuguesa. As peças são forradas com zinco para preservar a madeira e isolá-la de umidade (Foto: Evelyn Müller)
Ripas em desencontro
Uma garagem de 70 m² não passa despercebida, ainda mais configurada com esta estrutura de madeira, pensada pela paisagista Drica Diogo, da Pateo arquitetura e Paisagismo, para a casa na riviera de São Lourenço, litoral de São Paulo. A pérgola de cumaru, sem pilares, calculada sobre um vão de 12 m de comprimento, e coberta por vidro, foi sustentada por uma estrutura metálica revestida de madeira. “A intenção era diminuir o peso da cobertura”, diz Drica.
Na parede, a solução encontrada pelo escritório foi usar placas de ripas de madeira com larguras alternadas e desenhos desencontrados a fim de esconder a casa do caseiro. “A paginação em forma de tabuleiro de xadrez dá leveza estética, movimento e alivia o peso da estrutura metálica”, acrescenta Drica. Caixas com espécies pendentes foram parafusadas na parede e apoiadas na estrutura. O piso de mosaico português tem um desenho em dois tons.
Echevéria, ripsális e dedo-de-moça são algumas das suculentas, compradas na Ceagesp e plantadas em vasos da anni Verdi  (Foto: Evelyn Müller)
Suculentas em série
O corredor, acessado da sala de jantar, chamava pouca atenção até a moradora ter a ideia de instalar os vasinhos com suculentas. as peças em forma de meia-lua quebramos4 m de altura do muro de concreto. Detalhe: o concreto foi seco em fôrmas de pínus, assim ganhou visual com veios, lembrando tábuas de madeira.
O projeto de arquitetura para a casa no Jardim Paulista, em São Paulo, é do escritório anca&Cláudio Di Segni. Os viburnos no canteiro fazem parte do paisagismo assinado por Paula Magaldi.
Ripsális e aspargos rabo-de-raposa enchem a moldura de verde (Foto: Evelyn Müller)


Painéis com multifunções

De um lado, um painel de cumaru de 2,30 x 2,90 m esconde a parede e o cano de água pluvial deste jardim, na Vila madalena, em São Paulo. Desenhada pela paisagista Juliana Freitas, a peça ganhou aberturas como molduras: a maior, com uma tela de alambrado, para pendurar plantas, e as menores, para dispor objetos. À frente, um banco da mesma madeira ameniza a queda do piso. “Os pés foram feitos com alturas diferentes, assim ninguém nota o desnível do terreno”, diz Juliana.
Do outro lado, com um conceito parecido, o painel de 2,70 x 1,50 m cria o pano de fundo para o chuveirão. e para que a água escoe e ninguém note o ralo, a área foi forrada com seixos de rio, que ainda massageiamos pés.
Para forrar o alambrado do chuveirão, peperômias, e ao longo da parede, maciços de alpínia (Foto: Evelyn Müller)

Os exemplares de chuva-de-ouro dão vida ao painel. a espécie gosta de sol e floresce uma vez por ano (Foto: Evelyn Müller)
Vasos encaixados
O painel de orquídeas traz cor à varanda de 9 m² em moema, São Paulo. Com 1,20 m de altura e 1mde largura, a peça esconde um “dente” da construção numa parte mais estreita da área. “apostamos nele para equilibrar as plantas com a madeira das treliças e do banco”, diz Carla Calderan, da Calux Jardins.
Uma moldura de madeira sustenta o fundo da peça, de palha. O bom é que os vasos de fibra de coco podem ser trocados com mais facilidade.ao lado, o vaso em meia-lua abriga a trepadeira sapatinho-de-judia.Uma sensação é certa: ao sentar-se no banco, não há quem não aviste a parede de orquídeas.


A volta da samambaia

A espécie está na moda no paisagismo. Veja ideias de como ter em casa e no jardim


Quem viveu na década de 1980 se lembra das samambaias penduradas no teto da sala. Elas eram o xodó da família: ai da criança que puxasse suas folhas! Com o passar do tempo, a espécie caiu em desuso e foi até rotulada de cafona por alguns. Mas isso já foi. Hoje, elas são estrelas de projetos de paisagistas como Gilberto Elkis, Silvio Sanchez e Greice Peralta. Seja sozinha ou em jardins verticais, a planta tem fácil manutenção e faz bonito. Para provar que as samambaias estão com tudo, selecionamos cinco jeitos de usar.
 
  (Foto: Victor Affaro)
Coleção de samambaias
Uma decoração livre de ostentações. Simbólica, apenas. Foi o que buscou o morador deste apartamento com jeito de casa de praia, o diretor de arte de cinema Thiago Bastos. As samambaias enfileiradas na sala lembram as plantas das avós. É uma boa ideia para quem não se contenta com apenas um exemplar da espécie.


  (Foto: Pedro Abude)
Marcenaria planejada
Um jardim completo com jabuticabeira, fonte, chuveirão e horta era o sonho do jovem casal para sua casa na zona oeste de São Paulo. O desafio: arranjar espaço para todas essas exigências em 40 m². Com criatividade, o paisagista Gilberto Elkis conseguiu criar um verdadeiro paraíso verde, em que um painel tropical dá profundidade ao espaço e os móveis sob medida são curingas. O verde do painel com dinheiro-em-penca, renda-portuguesa, samambaia, peperômia e véu-de-noiva contrasta com o tom escuro da madeira.


  (Foto: Edu Castello)


Trio aéreo

Ganchos rosqueados no teto são o que você precisa para pôr esta sugestão em prática. O suporte de ferro da Jardineiro Fiel acomoda vasos do mesmo material com minissamambaias. A espécie vive em áreas sombreadas como poucas, porém – devido à origem tropical – não tolera baixas temperaturas. Precisa de adubação e regas periódicas.



  (Foto: Cacá Bratke)


Natureza dentro de casa

Quer ter uma samambaia, mas não tem tempo para cuidar de plantas? Como a espécie está em alta, há estampas com suas folhas, como o tecido Samambaia, da Entreposto. Produção de Mario Mantovanni.

 


  (Foto: Lufe Gomes)

Quadro verde

A falta de varanda era um problema no apartamento do paisagista Gil Fialho. Mas a questão foi contornada com uma solução esperta: o nicho entre as duas janelas da sala se transformou em um jardim vertical recheado de samambaiasbromélias e orquídeas.


Como cultivar sua samambaia
Segundo a paisagista Claudia Regina, da La Calle Florida, a espécie é de fácil manutenção. “Elas precisam de cinco horas diárias de sol e têm de ser regadas dia sim, dia não”, afirma.

Fonte:http://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/Paisagismo/Plantas/

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