MADAGASCAR PARA VIAJANTES

MADAGASCAR PARA VIAJANTES

Por: Emma Herrera

Depois de percorrer por três meses chegou a hora da despedida de Madagascar, agora aqui do aeroporto de Antananarivo o destino é Espanha.

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Estes últimos dias aqui, os quais ficamos na capital tem sido uns dias especiais, Semana Santa, e aqui eles são muito religiosos. Algo meio que natural devido o tanto de necessidades reais e a religião vem para ajudar a suportar o dia a dia.

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Cada dia que passei neste país me alucinou com o que via ao redor. Percorrendo de norte a sul, de leste a oeste de uma forma como viajam os nativos. Nada a ver com um passeio turístico, muito distante disso, a Madagascar que só quem quer conhece. Não é palco para os que aqui vêm em busca de um país com belas praias, filme desenhado, ou animais.

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Um sentimento de dó e culpa me ataca fortemente com a ideia da partida. Eu vou e eles continuam aqui nestas terríveis condições de vida.

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Saber que estais sempre rodeado de crianças, idosos e adultos com fome ou pelo menos mal alimentados, quase nus por não terem outras vestimentas, descalços. Não é fácil botar algo na boca vendo outro ser humano com fome a te olhar, pedindo as sobras… E, claro, sou um pouco consciente de que não podemos dar a todos, tentamos fazer o que podíamos dentro de nossas condições.

madagascar

Ontem, nosso último dia aqui. Esvaziamos praticamente tudo o que tínhamos em nossas mochilas e saímos às ruas repartindo com quem era menos favorecido. Desta vez retorno a Europa somente com um chinelo velho, e com a roupa do corpo. Sei que individualmente dar as roupas, o pouco dinheiro que tínhamos e tudo mais não é nada. Infelizmente não temos outro caminho para tentar demonstrar nosso respeito por eles. Também sei que o pouco que possuíamos e demos era muitíssimo para eles.  

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Sobre tudo, não deixarei que me faça esquecer o tudo que vi neste país, e tratarei de falar a todos que Madagascar é muito mais que um filme em desenho animado, algo muito maior que lémures, Baobabs e camaleões.

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Não relatei, talvez não quis, o tanto de situações difíceis que aqui passamos, tantas provas. Tantas situações duras vividas me fez ensinar que tenho muito que aprender, mudar uma parte em mim mesma; me arrependo das minhas perdas de paciência, de meus cansaços, etccc. Porque por mais duras que foram, nada justifica.

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Porém não pensem que este é um país triste, muito pelo contrário. Apesar de todo o sofrimento material, aqui se vê os sorrisos mais profundos que possam existir, os sorrisos que vem da alma.

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A curiosidade que sentem é natural e por menos que tenham, sempre estão dispostos a te ajudar quando necessites…. Aqui como em poucos locais se valoriza tudo, e te ensinam a valorizar tudo. Tudo se recicla, nada deve ser desperdiçado. O lixo de nossos países aqui é algo precioso e valioso.

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A gente da ilha Vermelha (Madagascar) me deu de presente muitíssimo mais do que eu possa ter desejado, e sem duvida nenhuma me ensinou muito mais sobre eu mesma!

Fotos cedidas

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