ISOLAMENTO E SEPARAÇÃO LEVAM À CRIAÇÃO DE NOVAS ESPÉCIES,DIZ ESTUDO

Um tentilhão, tipo de pássaro cuja aparência variável inspirou em Darwin a ideia de seleção natural de mutações adaptativas: novo estudo indica que tempo de isolamento é que leva uma espécie a se diferenciar de fato 
Isolamento e separação levam à criação de novas espécies, diz estudo

Estudo mostra que não são as mudanças adaptativas as responsáveis pela diferenciação de cada população na Terra

A visão popular de que são as mutações adaptativas que levam ao surgimento de novas espécies, herdada das ideias de Charles Darwin sobre seleção natural e evolução, não é suficiente para explicar a grande diversidade de seres vivos que vemos hoje na Terra. É o que mostra a análise de cerca de 2,2 mil estudos de biologia molecular envolvendo mais de 50 mil espécies pertencentes a praticamente todos os domínios e reinos usados para classificar a vida em nosso planeta. Fruto de mais de uma década de trabalho sobre dados coletados graças aos avanços no sequenciamento do DNA, o projeto da “Árvore do Tempo da Vida” indica que é o isolamento físico, geográfico e biológico de uma população que faz com que, com o tempo, ela acumule incompatibilidades genéticas com a espécie original até se tornar de fato distinta dela — de forma que, mesmo que sejam novamente reunidas, eventuais cruzamentos gerarão uma prole inviável ou estéril.

TESE 'DIFÍCIL DE ENGOLIR'

Embora frise que a descoberta não signifique que não existam mutações adaptativas no sentido darwinista, Blair Hedges, diretor do Centro para a Biodiversidade da Universidade Temple, nos EUA, e um dos líderes da pesquisa, publicada ontem no periódico científico “Molecular Biology and Evolution”, destaca que os resultados da análise mostram inegavelmente que são o isolamento e o tempo, e não a adaptação, os principais motores da especiação, nome dado ao processo de separação de espécies de seres vivos a partir de um ancestral comum. Tanto que, seja para uma planta, um inseto ou um vertebrado, a Árvore indica que o período necessário para que isso aconteça é aproximadamente o mesmo para todos estes tipos tão diferentes de seres: cerca de 2 milhões de anos.
— Este achado demonstra que a especiação é mais dependente do tempo do que pensávamos — diz Hedges. — A adaptação continua a ocorrer, então não estamos dizendo que Darwin está errado e que mutações adaptativas não levam a novas espécies, mas sim dizendo que a especiação e a diversificação são processos separados da adaptação. A princípio, vai ser difícil para as pessoas engolir esta constatação, já que ela vai de encontro à ideia popular de que é a adaptação que guia a especiação. Eu mesmo fiquei surpreso com estes resultados, mas, diante da força das evidências, é inevitável aceitá-los. Dado o isolamento durante o devido tempo, uma população vai se tornar uma nova espécie mesmo que não sofra alterações adaptativas.
E esta não foi a única descoberta do estudo que vai contra o senso comum. A análise indicou ainda que, em quase todos os “ramos” da Árvore, o ritmo de especiação e diversificação se manteve constante ou até acelerou ao longo da história da vida na Terra, contrariando a noção de que deveria diminuir à medida que novas espécies ocupavam os nichos ecológicos disponíveis. Como prova reversa disso, os cientistas lembram que, após os eventos de extinção em massa pelos quais nosso planeta passou ao longo dos últimos 250 milhões de anos, não foi observada nenhuma grande aceleração neste ritmo entre as espécies sobreviventes.
— O constante ritmo de diversificação que encontramos indica que os nichos ecológicos para a vida não estão ficando saturados — conta Hedges, para quem o projeto ajudará nas pesquisas em campos que precisam de perspectiva evolucionária, da agricultura à medicina e aos possíveis efeitos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade. — O objetivo último da Árvore do Tempo da Vida é descobrir quando cada espécie e todos os seus ancestrais surgiram ao longo do caminho até a origem da vida na Terra, há cerca de 4 bilhões de anos.

Tentilhão-Diamante-de-Gould




O Diamante-de-gould é um pássaro da ordem Passeriformes, cujo nome científico é Chloebia gouldiae. É originário da Austrália. É um pássaro muito procurado para animal de estimação por ser muito colorido. Sua coloração no peito pode ser roxo, lilás, branco. Na cabeçapodem ser pretos vermelhos, laranja, branco azul escura ou ate cinza. Normalmente o macho tem o brilho mais forte. Seu nome foi uma homenagem a Elizabeth Gould, esposa do ornitólogo John Gould.

CARACTERÍSTICAS.

Distinção
Existem três variações de cores entre o Diamante-de-gould na natureza: cabeça-vermelha, cabeça-preta, e cabeça-laranja. Os próprios nativos achavam que se tratavam de espécies diferentes, mas depois descobriu-se que se trata de uma única espécie.
Os diamante-de-gould, assim que nascem, são cor-de-rosa e despidos até aproximadamente 12 dias, quando as primeiras penas começam a aparecer.

Os diamante-de-gould jovens são distinguidos por suas cores, com a cabeça, lados e garganta cinzentas. Sua parte traseira, asas e penas da cauda são verde-azeitona. Sua parte de baixo é marrom-pálido. Os bicos são negros com ponta avermelhada. Suas pernas e pés são marrons claro.
As fêmeas são menos coloridas e tem caudas menores, para ficarem mais camufladas nos ninhos, e os machos mais coloridos, para chamar atenção dos predadores, dando mais segurança para os filhotes.
Os machos são os mais coloridos, variando entre as cores roxo, preto, verde, amarelo , branco e vermelho, com o bico amarelo claro e pontas da mesma cor da face.
Medem normalmente de 12 a 14 cm.

Comportamento
São pássaros muito sociais, podem ser encontrados em bandos e, na época da ninhada, pode haver mais de um ninho na mesma árvore. Os filhotes deixam os ninhos com 3 semanas de idade. São pássaros quietos, e vivem normalmente longe dos homens. Seu canto não é ouvido em longas distâncias mas é bastante melodioso.

ALIMENTAÇÃO.

Na natureza, preferem se alimentar no alto do que no solo. Preferem sementes, mas também necessitam de insetos, pois estes são de alto valor proteico. Podem se alimentar sozinhos ou em grupo.

Em cativeiro, deve-se alimentá-los com alimentos bem diversificados, para que tenham boa saúde. Comem sementes (alpiste, painço branco, painço português, senha, milheto, gergelim branco e com casca), verduras (almeirão e chicória), farinhas (farinha de rosca, de ovo), areia média de rio bem lavada (ajuda na digestão), casca triturada de ovo de galinha, siba, suplementos vitamínicos e proteicos (duas vezes por semana) e vinagre de maçã fermentado naturalmente (uma vez por semana).

REPRODUÇÃO.

Para cortejar a fêmea, o macho faz uma dança impressionante de ver. Ele curva-se perante ela, balança a cabeça por uns 10 segundos (nesta posição) e logo após, começa a saltitar com o peito estufado e com o olhar fixo na fêmea. Acontece mais frequentemente no período final das chuvas, pois há uma abundância de alimento. As fêmeas colocam de 4-6 ovos. Tanto o macho quanto a fêmea ajudam a chocar os ovos, e cuidam dos filhotes após o nascimento.A incubação dura geralmente 14 dias, e a plumagem começa a nascer com 12 dias de vida.

CONSERVAÇÃO.

O número de pássaros dessa espécie, foram reduzidos drasticamente na natureza no século XX. Seu habitat foi reduzido e alterado. E também foram reduzidos consideravelmente por uma espécie de ácaro, que os levava à morte. Sua coloração muito colorida, chama atenção dos predadores, ficando fácil sua identificação na hora da caça.

O número de indivíduos da espécie, entretanto, não é baixo. Por ser muito bonito, é muito apreciado por colecionadores e criadores, sendo muito usado como animal de estimação.

























Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Diamante-de-gould

http://belezadacaatinga.blogspot.com.br/2014/02/diamante-de-gould.html

Este espécime de pássaro australiano conhecido como Tentilhão diamante de Gould (Erythrura gouldiae), também conhecido como o passarinho do arco-íris, foi descrito pela primeira vez pelo zoólogo Inglês George Gould em 1844.
As fêmeas tendem a ser menos coloridas e o peito do macho é roxo , enquanto o peito da fêmea tem uma cor lilas, malva.
Infelizmente, estes belos pássaros estão em extinção e o número deles diminuiu dramaticamente durante o século 20. Seu habitat praticamente foi reduzido ou alterado.
Uma curiosidade que eu descobri envolvendo este pássaro: em 1992 no filme Batman Returns, a Mulher-Gato coloca na boca um pássaro Tentilhão diamante de Gould.
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Fonte:http://www.fotoshot.com.br/tentilhao-diamante-de-gould-o-passaro-colorido-da-australia-8-fotos/

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